Gartner aponta as 10 principais tendências tecnológicas que geram impacto em Infraestrutura & Operações
Postado em 14 de fevereiro de 2017 Notícias

O Gartner aponta que, conforme as organizações se empenham em alinhar TI e tecnologia operacional para orientar inovações nos negócios digitais, líderes de infraestrutura e operações (I&O) devem se concentrar nas 10 principais tendências de tecnologia para suportar essas iniciativas.

 

David Cappuccio, Vice-Presidente e Analista Emérito do Gartner, afirma que as tendências de tecnologia que geram impacto em I&O dividem-se em três áreas: estratégica, tática e organizacional.

 

Área Estratégica

 

1 – Desaparecimento de Data Center

 

O Gartner prevê que, até 2020, mais serviços de computação terão sido vendidos pelos provedores em Nuvem de Infraestrutura como Serviço (IaaS) e Plataforma como Serviço (PaaS) do que para implementação em um Data Center corporativo. Entretanto, empresas e vendedores precisam se concentrar em gerenciar e alavancar a combinação híbrida de arquiteturas em Nuvem, fora da Nuvem, in loco e hospedada.

 

“O desaparecimento do Datacenter, como o conhecemos, se dará pela sua transformação quando efetivamente o “onde” o serviço está sendo executado pouco importar. Em outras palavras, as fronteiras entre nuvens pública, privada e híbrida estarão cada vez mais indefinidas, sendo este um desafio para líderes de I&O que deverão contar com parceiros estratégicos e buscar maior eficiência na implementação dos requisitos para beneficiar o negócio”, explica Glauco Carvalho, gerente de infraestrutura da Triad Systems.

 

2 – Fornecedores interconectados

 

Os fornecedores interconectados de Data Center estão preparados para cumprir a promessa de entregar esses centros como software definido, dinâmico e distribuído. A capacidade de monitorar, gerenciar e distribuir cargas de trabalho com agilidade ou fornecer rapidamente serviços LAN e WAN por meio de uma API (Application Programming Interface) abre uma ampla gama de possibilidades.

 

3 – Contêineres, microsserviços e fluxos de aplicações

 

Contêineres, como o Docker, e microsserviços são a nova plataforma de aplicação para o desenvolvimento de Nuvem.

 

Área Tática

 

4 – TI conduzida por negócios

 

Pesquisas recentes do Gartner mostram que até 29% dos gastos com TI provêm de unidades de negócios em vez da TI tradicional, e isso aumentará nos próximos anos. Essa TI conduzida por negócios foi, com frequência, um modo de contornar os processos tradicionais e lentos de TI.

 

5 – Data Center como Serviço

 

Os líderes de TI precisam criar um modelo de Data Center como Serviço (DCaaS) em que a função da TI e do Data Center seja proporcionar o serviço e a velocidade corretos, com provedor e preço certos. A TI se torna um agente de serviços.

 

6 – Capacidade estagnada

 

A capacidade estagnada (itens que são pagos, mas não usados de fato) pode ser encontrada tanto em um Data Center in loco quanto em Nuvem.

 

7 – IoT

 

A Internet das Coisas (IoT) mudará a forma como os futuros Data Centers são criados e gerenciados e como eles se desenvolvem como volumes massivos de fluxo de informações de dispositivos, constantemente ou periodicamente, para empresas, departamentos do Governo e agências ao redor do mundo.

 

Área Organizacional

 

8 – Gerenciamento de dispositivos remotos

 

Uma tendência crescente para muitas organizações com fábricas ou escritórios remotos é a necessidade de gerenciar ativos afastados de forma centralizada. Isso adquire mais importância conforme as empresas se concentram em suporte de Micro Data Center para fábricas regionais ou remotas e no papel emergente de ambientes de computação de ponta para requerimentos de computação geográfica como a IoT.

 

9 – Ambientes de computação micro e de ponta

 

A microcomputação e a computação de ponta executam aplicações em tempo real que exigem resposta de alta velocidade nos servidores mais próximos. O atraso na comunicação é reduzido para alguns milissegundos – em vez de várias centenas de milissegundos.

 

10 – Novas funções em TI

 

Conforme a TI evolui para adotar essas tendências, algumas novas posições serão necessárias dentro das classificações de infraestrutura e operações. Em primeiro lugar está o agente de TI em Nuvem, responsável por monitorar e gerenciar os vários provedores de serviços.

 

O próximo é o arquiteto de IoT, encarregado de compreender o impacto potencial dos vários sistemas de IoT em Data Center.

 

“A dependência da infraestrutura física de TI está cada vez menor, principalmente por conta da evolução da virtualização e da introdução de camadas de abstração. Os datacenters definidos por software entregam ambientes operacionais, seja em IaaS, PaaS, DaaS altamente disponíveis, de forma ágil. Além disso, oferecem custo otimizado ao real consumo, redução de TCO e segurança. Nesse contexto, I&O assume um papel protagonista frente aos negócios pois essa realidade favorece a migração de aplicativos do ambiente tradicional, conectividade de qualquer tipo de dispositivo, de qualquer plataforma, de qualquer lugar, possibilitando o desenvolvimento de sensores de monitoramento e controle dos dispositivos, criando possibilidades para viabilizar a implantação de novos produtos e serviços, conduzindo, assim, as organizações aos negócios digitais”, conclui Glauco Carvalho.

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