Checklist para construção de um time ágil
Postado em 22 de fevereiro de 2017 Notícias

Projetos ágeis envolvem intensa colaboração e um processo de feedback muito rápido. Quando funciona, as expectativas dos usuários estão estreitamente alinhadas com as entregas do departamento de TI.

 

Mas a produtividade ágil tipicamente depende da qualidade dos membros que compõem a estratégia. Colocar alguém com experiência insuficiente para conduzir ou decidir sobre essas iniciativas pode colocar o time rodando em círculos. Além disso, existe a necessidade de estabelecer laços estreitos entre os membros do time e o resto da organização.

 

Segundo Danielli Andrade, diretora de TI da Triad Systems, a versatilidade dessa metodologia é demonstrada pela sua aplicação, gerando comprometimento, motivação, colaboração, integração e, até mesmo, compartilhamento de conhecimentos, o que facilita em muito o gerenciamento e o sucesso do projeto. “Estamos vivendo uma tendência para o desenvolvimento ágil de aplicações devido ao ritmo acelerado de mudanças na tecnologia da informação, pressões por constantes inovações, concorrência acirrada e grande dinamismo no ambiente de negócios”, completa Danielli.

 

Se não há engajamento, existirão problemas. Geralmente, são quatro grandes áreas avaliadas para inspeção: usuários, desenvolvedores, consultores e gestores.

 

A seguir listamos pontos de atenção na hora de implementar uma abordagem de desenvolvimento ágil.

 

Usuários que…

 

… não estão engajados, interessados ou motivados, ou ocupados demais com suas tarefas para participar dessas iniciativas;
… não estão dispostos a assumir uma tarefa, não se comprometem com execução ou prazos; não estão dispostos a colocar seus nomes em nada (especialmente requerimentos, validações ou testes);
… veem riscos ou mudanças como problemas, não como desafios;
… evitam tomar para si responsabilidades.

 

Desenvolvedores que…

 

… estão sufocados em arquitetura e longevidade de software;
… concentram-se demais em evitar críticas ao invés de entregar resultados;
… estão mais dispostos em codificar primeiro e perguntar depois;
… não têm empatia com usuários;
… não possuem habilidades para gestão de projeto.

 

Consultores que…

 

… são muito flexíveis, muito complacentes, muito dispostos a assumir compromissos que não podem ser entregues;
… recusam-se a assumir o comando em situações incertas;
… são incapazes de ouvir;
… usam termos vagos;
… supervalorizam velocidade e volume de codificação menosprezando abordagens certeiras e de resultado.

 

Gestores que…

 

… recusam-se a participar ativamente no projeto;
… focam demais em comando e controle, exigindo que todas decisões sejam escaladas dentro de uma extensa hierarquia. São incapazes ou indispostos a confiar no time e delegar tarefas;
… recusam-se a estabelecer prazos realistas ou reconhecer compensações. Incapaz de filtrar o que é mensagem do que é ruído;
… durante a negociação dos contratos, acrescentam condições irrealistas e itens de risco assimétricos.

 

O Resultado

 

Não há nenhum sistema de pontuação aqui, mas se você detectar um número suficiente das questões acima descritas em um membro da equipe, considere seriamente a substituição dele o quanto antes. Agora, caso detecte uma quantia suficiente das questões elencadas na área de gestão, seu desafio será bem mais complicado.

 

“Finalmente cabe mencionar que equipes ágeis devem trabalhar de forma separada das equipes tradicionais, pois a forma de pensar e agir no modo ágil é diferente do modelo tradicional. No ágil as mudanças de requisitos são tratadas em qualquer fase do projeto, a equipe tem mais autonomia para decisões, além de outras diferenças como o planejamento das entregas realizado em ciclos pequenos e a documentação reduzida”, finaliza Danielli.

 

Fonte: CIO
Artigo assinado por David Taber, CIO/EUA
Com comentários de Danielli Andrade, diretora de TI da Triad Systems

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