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Big Data e Analytics transformam as Telcos em empresas de dados
Postado em 11 de abril de 2019 Artigos

O coração da Transformação Digital tem batido por meio das Telcos.

 

 

* Por Mariano Santos.

 

Na ótica das empresas de Telecomunicações (Telcos) chama atenção a quantidade de modems, smartphones, dispositivos IoT, e outras interfaces móveis gerando dados initerruptamente. Pesquisas internacionais apontam que as pessoas ficam no celular navegando na internet, em média 4 horas por dia. Há uma geração imensa de dados ao se utilizar esses aparelhos. E, graças a eles, um oceano azul de oportunidades foi criado.

 

Compartilho da ideia de que essa enxurrada de dados, bem como a Transformação Digital, foi facilitada e começou a ser levada a sério, quando o iPhone e seus sucessores se popularizaram, junto com o 3G e 4G. Provavelmente também alavancados pela proliferação dos APPs, as possibilidades de uso que vieram com eles, principalmente os de mídias sociais – tudo isso mudou radicalmente a cultura dos consumidores, haja vista, que há menos de 20 anos informar o CPF em voz alta era visto com receio. Hoje em dia, com a confiança na privacidade dos dados, nós colocamos não só o CPF, mas o número de cartão de crédito nos dispositivos móveis ou desktops para serem trafegados pela WWW. O fato é que quando as pessoas veem benefícios elas são capazes de mudar seus hábitos.

 

Portanto, as Telcos podem ser consideradas como sendo as organizações que mais tem o poder de ofertar serviços com base em dados, para o benefício da sociedade.

 

 

Telcos agora são empresas de dados: transformação

 

O coração da Transformação Digital tem batido por meio das Telcos, pois através de suas redes de cabos e antenas a mágica do negócio digital acontece. Contudo, nos últimos anos esse coração tem sofrido algumas arritmias, porque enquanto as organizações do setor lutavam em um complexo ambiente tecnológico para manter suas redes em boas condições de uso, enfrentando as burocracias de leis, buscando formas de atender às expectativas dos seus clientes cada vez mais sedentos por qualidade, inventando mil e uma formas de cativar seus consumidores, as empresas do setor se depararam com o fenômeno de crescimento exponencial das empresas denominadas OTTs (over-the-top).

 

De forma simplificada, as OTTs são empresas que ganham dinheiro oferecendo serviços pela internet utilizando as redes das Telcos para prover seus serviços. Exemplos de OTT incluem Netflix, Whatsapp, Airbnb, Skype, Uber, Waze, Apple, Google, entre outras.

 

As Telcos perceberam a importância dos dados (se foi cedo ou tarde, a história irá contar) e, por isso, elas têm ido além de serem fornecedoras de infraestrutura de conectividade: estão se transformando em empresas de dados.

 

A gigante americana das telecomunicações, AT&T, antenada às possibilidades de negócios oriundos dos dados, vem oferecendo diversos tipos de serviços nesse sentido. Um dos cases de sucesso são as ofertas de conteúdo personalizados aos clientes do Banco Citizens (faturamento de 6 bilhões de dólares ao ano, em suas 1.100 filiais) nos EUA. A Verizon, outra gigante no setor americano, vai mais longe, oferecendo um leque abrangente de soluções que envolvem Big Data e IoT. As Telcos no Brasil possuem iniciativas parecidas.

 

Enfim, observa-se um potencial riquíssimo de oportunidades de negócios, entre as empresas de todos os setores (privado e público) junto com as Telcos, concomitantemente melhorando os serviços à população.

 

 

Analytics: a cereja do bolo

 

Podemos dizer que Analytics, em conjunto com Computação em Nuvem (cloud computing), Inteligência Artificial (IA), Algoritmos e Machine Learning (ML) são os grandes viabilizadores da Transformação Digital, pois quando se fala em Big Data queremos encontrar padrões que nos digam alguma coisa. E, é aí que entra um papel importante: o Data Scientist (Cientista de Dados). Sem uma equipe de profissionais ativos com esse perfil, buscando entender os padrões existentes por trás dos dados, há poucas chances se se colher o real valor dos projetos de Big Data. Uma vez que os dados estejam em um Data Lake, tendo havido um trabalho engenharia de dados com qualidade, esse profissional conseguirá por meio de estatística, e com o auxílio de algoritmos prontos e várias ferramentas open-sources ou pagas, extrair insights  que justifiquem e superem os investimento realizados. Esses resultados poderão ser apresentados de diversas maneiras, sendo as em forma de gráficos em dashboards as melhores.

 

Finalmente, potenciais benefícios conseguidos pelas análises em um Data Lake, contendo os dados dos diversos sistemas legados, juntamente com os cruzamentos de dados externos no contexto das Telcos, podem vir das seguintes análises: evolução de consumo do cliente no portfólio de produtos oferecidos, cobranças efetuadas e reconciliações, atendimento ao cliente, predição da manutenção de rede, resolução de problemas, dados geográficos e muitas outras análises.

 

* Mariano Santos é ExO Sales Executive da i9Triad, business unit de Inteligência de Dados e Inovação da Triad Systems.

 
 

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